Desci do camarim e fiquei na porta que levava ao palco, esperando o apresentador chamar meu nome. Por uma fresta, olhei o salão do Blue Note. Lotado. Pensei: não tem mais volta. Como quando a gente hesita antes de pular numa água geladíssima e, no instante entre o salto e o choque, entende: agora é encarar.
A banda começou a introdução da primeira música. Entrei.
O que veio depois foi lindo. Cantei meu repertório autoral pela primeira vez diante de uma plateia, e dava para sentir, além da atenção às canções, mais uma coisa no ar: um olhar de cumplicidade, como se todos soubessem que estavam vendo alguém realizar aquilo que esperou a vida inteira.
Veja abaixo um mini vídeo com algumas cenas.